A Responsabilidade Ambiental é tema da moda atualmente. Como muitos já disseram, muitas empresas inclusive se utilizam disto para se promoverem com ações vazias.
Nosso planeta é classificado como de “provas e expiações” considerando a pluralidade dos mundos habitados. Ou seja, vivemos em um mundo onde, infelizmente o mal sobrepuja o bem. Contudo, estamos aqui para evoluir. A evolução significa sermos bons, realmente bons. Livrarmos-nos de impulsos inferiores como a ganância desenfreada, o orgulho, a vaidade, a violência.
Evidentemente ouvimos falar disto todos os dias e acredito que concordamos com isto. Algumas vezes, adotamos inclusive discursos radicais. Mas devemos nos lembrar de que o radicalismo também é um desequilíbrio e deve ser combatido. É melhor usar a lógica.
Usarei minha agência como exemplo nesta argumentação. O Banco já fez inúmeras campanhas estimulando a redução do consumo de papel e copos plásticos. Contudo, na semana passada reaproveitei, somente de uma impressora (temos quatro), 300 folhas que foram deixadas para serem descartadas e que poderiam ser reaproveitadas, ou melhor, que não precisariam ser impressas. As canecas que foram enviadas para cada funcionário a alguns meses são utilizadas por 20% dos funcionários. Os demais continuam utilizando diversos copos plásticos por dia. E quando se fala de sustentabilidade, todos têm algo bonito pra falar. Mas as ações...
Não podemos dissociar-nos do capitalismo. É a nossa realidade. Mas ele pode ser feito de forma sustentável. Mas como ele se tornará mais sustentável? Vamos esperar que algum líder mundial mude isto. É melhor deitado do que sentado. Ao invés de falar mal do capitalismo, mude suas relações de consumo. Lembro-me do engraçado que achei quando vi em um supermercado uma “sacola ecológica”, última moda. Viajei no tempo e me lembrei de minha mãe, a 23 anos atrás, indo a mercearia com a sua sacolinha azul para fazer as compras. Claro que a sacolinha não tinha o glamour (que é o que faz as sacolas de hoje serem aceitas por muitos) de uma sacola cuja estampa foi desenhada por Renato Fraga. O site do Discovery Channel tem um jogo muito interessante chamado Seu impacto (http://www.discoverybrasil.com/descubraoverde/tu_impacto.shtml). Nele você pode descobrir o impacto que pequenas ações que tomamos em casa, no carro e na vida cotidiana podem fazer pelo seu bolso e pelo planeta.
Assisti ao vídeo sugerido por Galeno “Ilha das Flores” e fiquei chocada. Depois me achei uma hipócrita. Sabe por quê? Porque a anos penso que o problema do lixo é uma muito grave e que as autoridades deveriam fazer algo a respeito, já até pensei que, se tivesse dinheiro para isto, iria ter uma empresa para reciclagem de lixo. Indignar-se é legal e sonhar é lindo, mas o que fiz de concreto mesmo? Hum... tem um posto de coleta de lixo para reciclagem a dois quarteirões da minha casa. Eu já levei o lixo lá algumas vezes, mas me falta vontade. Falar é fácil, quando a solução, ou a semente para que esta árvore possa germinar daqui a alguns anos, depende de nós, vemos o quanto estamos dispostos a realmente contribuir. Atualmente meu problema é a disciplina de separar o lixo. Já projetei a culpa pela minha limitação em várias coisas mas, não adianta, o problema é meu.
Na verdade, o problema reside em cada um de nós. Seja em casa, no carro, no Banco, na rua. Se quisermos relações de consumo sustentáveis, preservação do meio ambiente, uso racional da água, diminuição da poluição dentre outras necessidades latentes, cada um de nós tem que mudar. Pensar no outro, pensar no todo e agir agora. Quando digo agora, é agora mesmo. Quantas lâmpadas estão ligadas na sua casa sem necessidade?
Quanto ao problema do meu lixo? Estou pensando em comprar lixeiras para me ajudar a separar o lixo. Bem, é um projeto, quem sabe agora eu realmente faça alguma coisa ao invés de só falar.
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