Ainda não aprendi a manter a serenidade no meio da tempestade.
O caos ainda me toma. Sinto como tentasse esmurrar o vento que tenta me jogar contra a parede.
Quero muito desenvolver esta virtude chamada paciência. Mas me conheço e sei que meu caminho não é curto... nem fácil. Meu maior desafio sou eu mesma. Minha falta de amor próprio, meu egoismo, meu orgulho, minha atitude desesperada de tentar esconder a verdade... esconder de mim mesma ... ou até de tentar inventar uma verdade, me torturar, me punir.
Loucura? Talvez não. Talvez só uma pequena visão do labirinto que construi para mim.
Quando tiramos a venda, a vida é fácil. O problema é que gostamos da venda. Ela protege nossos olhos da luz. Quanto há luz, nós podemos ver. Podemos ver tudo. Todo bem e todo o mal que há em nós.
Amanhã eu só quero estar em paz. Amanhã eu só quero cultivar o silêncio.
Um dia de cada vez.
Existem os alcoólicos anônimos. Também existem emocionalmente desequilibrados anônimos?
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