Ao tormento que inunda minha alma.
Sento e sinto tudo que borbulha
Num fervilhar descontrolado de pensamentos.
E vai-se o foco.
E vai-se a paz.
E vem o peso de pensar demais.
Pensar sem rumo, sem foco, sem fim.
Penso tanto que nem penso em mim
Mas nessa infinidade de revisitações do que foi
Misturadas às apreensões pelo que virá.
Bate culpa.
Bate medo.
Bate tristeza e sensação de que nada está bom,
De que nada é bom.
Pergunto-me se um dia será,
Se algum dia haverá paz.
Paz em mim
Paz comigo mesma.
Se um dia poderei ao menos
Respirar.
Wal
29/05/2019
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